terça-feira, 2 de setembro de 2008

. Outra noite perfeita - Pedro Abrunhosa

Escondo-me noutra pele
E passeio sem ningum me ver,
Acelero ao sinal vermelho
E regresso para me perder.
Os olhos na estrada,
O corpo no vazio,
Nas mos um volante de fogo,
E a cada non um cigarro,
Um prazer demorado e longo.

Pe o teu corpo perto de mim,
Deixa que o cho nos engula a sombra,
No pode haver engano num momento assim,
E de repente a tua voz na minha:

Noite perfeita,
Tu s perfeita.
Noite perfeita,
Tu s perfeita.
(Sempre te soube perfeita).

Aperto o deserto nos dedos
Como se fosses um corpo de areia,
Ao longe os comboios so loucos,
E louco o meu olhar que vagueia.
Os braos no capt,
As pernas contra o cho,
No h desejo pior que a vontade,
E nos faris escondes o medo
De quereres esta liberdade.

Pe o teu corpo perto de mim,
Deixa que o cho nos engula a sombra,
No pode haver engano num momento assim,
E de repente a tua voz na minha:

Noite perfeita,
Tu s perfeita.
Noite perfeita,
Tu s perfeita.
(Sempre te soube perfeita).

1 comentário:

.diana.alves. disse...

Venha, pois, o teu corpo para perto do meu. Deixemos, então, que o chão nos engula enquanto o tempo se perde. Não há engano algum em momentos assim porque, contigo, todas as noites são perfeitas!*